 |
|
Sergio Vendrasco, diretor executivo, Produtos extrudados, Tubos de precisão, América do Sul, São Paulo, Brasil. (Foto: Ole Johan Sagafos)
|
"Nossa vida era muito simples, mas minha infância foi completamente livre e feliz. Nós jogávamos futebol, nadavámos, colhíamos frutas diretamente das árvores e fazíamos passeios pela mata. Eu nunca sofri nada.
Eu fui para a escola na fazenda, como as crianças de outras 50-60 famílias, que viviam e trabalhavam lá. Muitos dos meus amigos daquela época ainda vivem na mesma fazenda.
Eu fui um dos poucos que tive educação superior e a razão disso tudo foi o futebol. Meu pai tinha arranjado um trabalho de motorista de caminhão – um trabalho que ele ainda tem, aos 68 anos de idade - e nós nos mudamos para a cidade. Eu adorava futebol e era um bom jogador.
Assim, eu fui convidado para jogar no melhor clube, mas tinha também de se ser bom na escola, para fazer parte do time e eu, simplesmente, tive de me esforçar mais.
Nosso time ganhou tudo em São Paulo e, em 1978, fomos convidados a jogar no Norway Cup. Foi incrível. Imagine, 17 garotos! As pessoas da cidade juntaram dinheiro, para nos apoiar. O proprietário de uma companhia de transporte público pagou USD $ 1.000,00 para mim. Nós fomos da maneira mais barata, de avião até Madri e de trem de Madri a Oslo.
Uau! Esta era a minha primeira viagem para o exterior, minha primeira vez num avião. Isto mudou a minha vida, aos 14. Para encurtar a história, nós ganhamos o campeonato e o treinador queria que eu fosse o capitão do time. Isto me fez ver que eu provavelmente tinha qualidades de líder. Eu trabalhei duro e me preparei para estudar numa universidade técnica na minha cidade natal.
A empresa americana de alumínio, Alcoa, veio à universidade à procura de novos estudantes. Meu professor me convidou para participar de um projetos deles. Primeiro, eu trabalhei como estagiário, mais tarde como engenheiro de processos e gerente de vendas.
Depois de 12 anos, eu decidi juntar-me à Hydro. A empresa tinha comprado uma fábrica de extrusão em Itú e planejava começar um novo negócio de permutadores de calor lá. Meu chefe na Alcoa pensou que eu estava louco. Ele me enviou de férias e aumentou o meu salário, mas eu queria novos desafios.
Quando eu cheguei aqui, a fábrica estava um desastre. A maioria da maquinaria de tubos de precisão ainda estava embalada. Eu só tinha trabalhado na outra parte da cadeia de valores do alumínio – bauxita, alumina, alumínio e produtos – mas não isto! Nós estávamos crescendo rápido, mas perdemos muito dinheiro e estávamos discutindo fechar os negócios. Ainda assim, eu nunca me senti inseguro. Eu acreditava no negócio e no projeto.
Ivar Venås era o gerente industrial na época. Eu era gerente de vendas e perguntei: “Você pode garantir a qualidade dos produtos?” Ele respondeu: “Não!”. Ele estava certo.
Só a partir de 2002 que começamos a ganhar dinheiro. Hoje, entregamos tubos, principalmente para a indústria automotiva. A Hydro Itú é uma das operações mais saudáveis do grupo. Tivemos 95% do mercado por seis anos – por isso, temos de ser uma boa equipe.
Eu penso que tenho a capacidade de motivar as pessoas e de criar equipes excelentes. Eu gosto de trabalhar com as pessoas que sabem bem mais do que eu. Quando é necessário usar minha autoridade, eu uso, mas a melhor maneira é a de incluir as pessoas. O retorno deveria ser tanto negativo como positivo. Você pode dar um retorno positivo em público – um negativo deve ser sempre cara a cara e imediatamente. Se todos trabalharem para todos - todos terão sucesso.
Umas poucas vezes, eu empreguei o tipo errado de pessoas. Eu acredito que este é o meu maior erro. Se você sente que, durante os três primeiros meses, a pessoa não trabalha segundo os valores– é perda de tempo tentar.
O comportamento relacionado à segurança é extremamente importante. Se uma pessoa não tiver o comportamento certo em casa ou na sua vida privada nos finais de semana, não espere tampouco que ela siga a linha no seu local de trabalho.
Você tem fazer o que diz. Eu gosto de compartir com a equipe. Quanto mais informação eu dou, mais responsabilidade eles demonstram. Os meus valores estão de acordo com o Modo Hydro. Fica mais fácil falar com as pessoas e alinhá-las e isso é uma boa ferramenta. Como demonstrar determinação no dia-a-dia? Ou coragem? Eu gosto dos nossos valores, mas eu gosto mais de coragem.
Um dia, eu voltei até o treinador de futebol para agradecê-lo por tudo o que ele tinha feito por mim. Mas naquela época, eu ainda não tinha nada com que pagar. Ele disse: “Você pode pagar, fazendo o mesmo para os outros”. Na Hydro Itú, criamos um programa para dar de volta algo à sociedade. Eu usei a minha própria história, tentando atrair garotos da vizinhança, para fazer algo que tivesse sentido. Nós os convidamos para jogar futebol aqui. Um ano depois, nós tínhamos 120 garotos e garotas, entre sete e 14, todos os domingos – jogando xadrez, futebol, dançando balé. O programa incluía educação relacionada à saúde e à sociedade e uma refeição. A intenção era desenvolver bons cidadãos e tudo era feito por voluntários. Agora, o programa foi assumido pela prefeitura e o Rotary. Eles têm 150 estudantes. Oferecem comida, aulas de inglês, nós doamos uniformes, pagamos os gastos e apoiamos os programas.
Eu sempre adorei história e foi uma coisa super bacana para mim poder ir à Europa, quando eu tinha 14. Agora, frequentemente, viajo para lá a negócios.
Quase todas as vezes que vou, tento aproveitar a oportunidade para aprender mais sobre a história da Europa – só que agora eu já não preciso juntar garrafas vazias para comprar um sorvete ou ter de dormir num colchão de ar na escola."
Um colega afirma
“Ele inspira os empregados a maximizar sua segurança, respeita os valores e a ética e encoraja as pessoas a atingir resultados. Ele se entrosa perfeitamente e contribui de maneira pessoal e significativa para os empregados, as famílias e as comunidades que apóiam nossos negócios!”