A bauxita, uma rocha encontrada geralmente próxima à linha do Equador, contém 15-25 % de alumínio e é, hoje em dia, o único minério usado para fins comerciais de extração de alumínio.
A bauxita se encontra principalmente nos trópicos, depositada em camadas horizontais normalmente a poucos metros da superfície do solo. As camadas costumam estar misturadas com minerais argilosos, óxidos de ferro e dióxido de titânio. A presença do ferro na mistura é responsável pela cor avermelhada da bauxita.

Quanta bauxita há no mundo?
As reservas de bauxita que se tem conhecimento correspondem aproximadamente a 29 bilhões de toneladas métricas. No ritmo da extração atual, essas reservas ainda durariam por mais de 100 anos.
Se incluirmos, porém, os recursos de bauxita ainda por serem descobertos, a estimativa total seria de 50 a 75 bilhões de toneladas métricas.
Tal estimativa prolongaria a vida das reservas de 250 a 340 anos.

Mineração de bauxita em milhões de toneladas métricas por ano
Outros minérios de alumínio
A indústria de alumínio vem se preparando para utilizar, além da bauxita, outros minérios no futuro e já estão em andamento pesquisas sobre outros processos de extração. No futuro, pretendemos usar mais metal reciclado como, por exemplo, o provindo de construções.

Bauxita: Reservas (à esquerda) e produção mundial (à direita)
Como extraímos a bauxita das minas?

Normalmente, a bauxita é coberta por uma camada de vários metros de rochas e argila, a qual tem de ser removida, para que a bauxita possa ser extraída. A seguir, a bauxita é transportada para a usina, onde é lavada e britada, antes de ser transportada para o refino.
A lama é depositada em bacias de rejeitos que, após seu uso, são cobertas e recebem o plantio de espécies nativas, para restabelecer a vegetação natural do local.

Como a mineração da bauxita afeta o meio ambiente?
Como a bauxita se encontra próxima da superfície, a lavra rompe a superfície do solo.
Anualmente, as novas terras usadas em todo o mundo para a lavra da bauxita correspondem a um total entre 40 e 50 quilômetros quadrados. No entanto, após as operações de mineração terem sido concluídas, a área normalmente é reflorestada com espécies nativas.
Desafios ambientais causados pela lavra da bauxita:
- Mudança da paisagem e impacto sob a biodiversidade, causados pela remoção e restabelecimento da vegetação.
- Controle de erosão e drenagem superficial pela retirada de rochas e solo.
- Distúrbios hidrológicos relacionados com a alteração do curso, qualidade e distribuição das águas.
- Eliminação de resíduos.
- Poeira e ruídos causados pela mineração e transporte.
- Acesso a desmatamento e caça ilegal, além de outros desafios, com a abertura de novas áreas.
Em média, é necessário um metro quadrado de terra minerada, incluindo estradas e infraestrutura, para se produzir uma tonelada métrica de alumínio.
O que fazemos a esse respeito?
A maioria das empresas mineradoras adota programas voluntários de melhoramento como, por exemplo, a recuperação do solo.
Um estudo feito entre 2002 e 2006 revela que a recuperação do solo foi equivalente às áreas lavradas durante o mesmo período. As minas abordadas pelo estudo representavam 66 % da produção mundial de bauxita.
Mineração em áreas de florestas tropicais
A saúde dos ecossistemas, inclusive a preservação das mais variadas formas de vida, é um dos tópicos de prioridade ambiental em todo o mundo. As florestas tropicais figuram dentre os ecossistemas mais ameaçados do planeta.
Neste cenário global, o papel da indústria de alumínio é pequeno:
- A taxa global de destruição das florestas tropicais é de 80.000 km2 por ano.
- 20 % dos 40-50 km2 de áreas usadas para a mineração da bauxita estão em áreas de florestas tropicais.
- Estes 20 % (8-10 km2) representam 0,01% da perda anual das florestas tropicais por outras causas.
Considerando os programas de recuperação, em que a meta é perda zero de florestas, a intervenção da indústria de alumínio é ainda menor. Ademais, a maioria das florestas tropicais já tinha sofrido o impacto da supressão vegetal, por exemplo, antes da lavra de bauxita começar.
Replantio em Paragominas
A Hydro é sócia majoritária da mina de bauxita Paragominas, localizada no Estado do Pará, região Norte do Brasil. A Hydro Paragominas está localizada no arco de desmatamento ao longo do rio Amazonas e é um dos lugares em que o reflorestamento está sendo colocado em prática.
2006: Deu-se início à extração de bauxita em Paragominas.
2009: Início do programa de reflorestamento.
2017: Nossa meta é nivelar as áreas impactadas pela lavra com as áreas recuperadas.
Na recuperação, o relevo é sistematicamente moldada ao que era antes da mineração. A seguir, o solo superficial é acrescido e as mudas são plantadas nas áreas preparadas. As mudas, por sua vez, crescem, criando uma floresta semelhante à floresta nativa daquela área.
