A Hydro é fundada pelo engenheiro norueguês Sam Eyde, que se baseou em um método de produção de fertilizantes por meio da extração de nitrogênio do ar usando energia hidráulica, inventado por ele e o cientista norueguês Kristian Birkeland.
Originalmente, os fundadores tinham a intenção de usar as fontes de energia hidroelétrica da Noruega para produzir alumínio, mas não dispunham da matéria prima necessária.
Na Noruega, a empresa fundou a maior planta de energia hidrelétrica da Europa e, em 1907, deu início à primeira produção de nitrofertilizantes bem sucedida do mundo. Poucos anos depois, a empresa expandiu suas atividades, fundando a maior instalação de planta de energia hidrelétrica do mundo.
Durante a Segunda Guerra, a Hydro foi controlada pelos interesses alemães. A empresa iniciou a construção da sua primeira fábrica de alumínio na Noruega. O local da construção foi alvo dos bombardeios dos aliados, ceifando a vida de 55 operários da construção.
A Hydro produzia água pesada, um subproduto da produção de fertilizantes, e as potências aliadas temiam que esse material pudesse ser usado para construir bombas nucleares. As instalações de produção da Hydro foram bombardeadas e sabotadas, resultando em 21 baixas adicionais. Depois da guerra, o governo norueguês assumiu a posse dos estoques alemães da Hydro.
A Hydro decide construir sua primeira fábrica de alumínio, Alnor, em Karmøy, Noruega, com participação de uma empresa americana.
Nesse mesmo ano, a Hydro decide participar das explorações de petróleo e gás no mar do Norte em cooperação com cinco empresas petrolíferas francesas.
Encontrado petróleo em Ekofisk no mar do Norte, com participação da Hydro.
Foi a primeira grande descoberta de petróleo na placa continental norueguesa e marcou o começo real da indústria petrolífera norueguesa.
Nos anos seguintes, a Hydro evoluiu com rapidez, tornando-se uma das principais produtoras de petróleo e de gás no mar do Norte.
A Hydro dá início à sua expansão com as primeiras fábricas de amônia e de fertilizantes no Qatar.
O projeto também estabeleceu os alicerces para uma cooperação a longo prazo tendo como sócio a Qatar Petroleum.
Nos anos seguintes, a atividade internacional da Hydro no campo de fertilizantes cresceu rapidamente, com diversas grandes aquisições.
Hydro se une à ÅSV, criando uma das principais empresas de alumínio da Europa.
A fusão tinha como objetivo garantir o futuro no campo dos produtos semimanufaturados e também o fornecimento de matéria prima.
Nesse mesmo período, a Hydro adquiriu cinco fábricas de extrusão na Europa Central, o primeiro grande passo para a expansão do ramo de alumínio na Europa.
Começo da produção no campo de petróleo e de gás de Oseberg, no mar do Norte, o primeiro tendo a Hydro como operadora.
A evolução de Oseberg incluiu diversas melhorias tecnológicas relevantes em comparação com os projetos de offshore tradicionais.
Nos anos seguintes, a Hydro alcançou a posição de um dos líderes na tecnologia em operações de offshore em alto mar.
A Hydro adquire a empresa de alumínio alemã VAW, tornando-se, sem dúvida, na maior empresa de alumínio da Europa.
A absorção incluiu parte das mais importantes operações de produtos laminados do mundo.
A principal empresa francesa de sistemas de construção, Technal, também foi adquirida em 2002.
O ramo original da empresa, operações com fertilizantes, foi incluído na Bolsa de Oslo como uma empresa à parte, criando a Yara International, um dos líderes mundiais em fertilizantes.
Fusão das operações de gás e petróleo da Hydro com a Statoil, criando uma importante empresa de gás e petróleo offshore.
A venda das operações de PVC da empresa, poucos meses mais tarde, concluiu um processo de alienação que já tinha começado na década de 1990, transformando a Hydro de um conglomerado em uma empresa focado no setor de alumínio.
A Hydro adquire os ativos de alumínios da empresa brasileira Vale para criar uma companhia de alumínio global, totalmente integrada e rica em recursos, com o fornecimento de bauxita garantido para o próximo século.
A aquisição incluiu as operações de mineração de bauxita, em Paragominas, a participação majoritária na maior refinaria de alumina do mundo, Alunorte, e a participação de 51% na principal empresa de alumínio do Brasil, a Albras.