Hydro amplia a parceria de pesquisa em biodiversidade no Brasil

No dia 31 de outubro, parceiros do Consórcio de Pesquisa de Biodiversidade Brasil-Noruega (BRC) assinaram e estenderam o contrato de parceria por mais 5 anos. Estabelecido em 2013, o BRC tem como objetivo criar programas de pesquisa que fortaleçam a preservação da biodiversidade natural das áreas de mina.

novembro 1, 2017
Da esquerda para a direita, assinaram o acordo: Horácio Schneider, pró-reitor de Relações Internacionais da UFPA; Nilson Gabas Jr., diretor do MPEG; Silvio Porto, EVP de Bauxita & Alumina da Hydro; Marcel Botelho, reitor da UFRA; e Morten Dæhlen, representando o reitor da UiO.

O Consórcio de Pesquisa em Biodiversidade Brasil-Noruega é formado pela Universidade de Oslo, Noruega, e seus parceiros brasileiros Museu Paraense Emílio Goeldi, Universidade Federal do Pará e Universidade Federal Rural da Amazônia, além da Hydro.

O escopo do consórcio é criar um programa de pesquisa conectado às operações de mineração da Hydro. O objetivo é fortalecer a capacidade da Hydro de preservar a biodiversidade natural das áreas onde a empresa lavra a bauxita. Após o estabelecimento do BRC em 2013, a parceria foi reforçada em janeiro de 2016 através de um novo acordo de colaboração em pesquisa entre o Conselho de Pesquisa da Noruega e o estado do Pará.

Este ano, durante o seminário BRC, organizado em Belém, capital do estado do Pará no Brasil, os parceiros renovaram o acordo de colaboração do BRC por mais cinco anos.

"Estamos comprometidos com o desenvolvimento sustentável a longo prazo e acreditamos que este acordo promoverá a colaboração na geração de conhecimento, buscando soluções que irão apoiar a recuperação de áreas lavradas para uma condição que, em termos de biodiversidade é a mesma ou até melhor do que antes", disse Silvio Porto, vice-presidente executivo e líder da área de negócios, Bauxita & Alumina da Hydro.

Nos seus primeiros quatro anos de existência, os estudos apoiados pelo acordo registraram duas novas espécies de insetos na Amazônia, levaram à descoberta de oito novas espécies de fungos no Brasil, das quais três novas espécies são encontradas na região amazônica.

A parceria também gerou 13 projetos de pesquisa relacionados a diferentes temas, como gases de efeito estufa, fungos, crustáceos, peixes, aves, mamíferos, flora, botânica, solos e insetos. No total, cerca de 100 profissionais participaram dos estudos sob o acordo, incluindo médicos, estudantes de mestrado, estudantes de pós-graduação e técnicos que estão escrevendo artigos científicos. Isso inclui cinco dissertações de mestrado concluídas e outros 22 trabalhos que serão publicados no final deste ano.

Os resultados dos projetos de pesquisa já estão sendo implementados na operação de mineração da Hydro

"Verificamos melhorias na gestão do solo da mina de Paragominas como resultado direto do conhecimento adquirido do trabalho do BRC. Outro exemplo é a otimização das técnicas de reflorestamento, que dependendo da localização, estão produzindo resultados consideráveis", disse Bernt Malme, vice-presidente da unidade de meio ambiente da Hydro.


Actualizado: novembro 1, 2017