Estudo de especialistas mostra que não houve transbordamento dos depósitos de resíduos da Alunorte

Simulações computacionais realizadas por professores da Universidade Federal de Campina Grande mostram que não houve transbordamento das áreas de depósito de resíduos da Alunorte em fevereiro de 2018. O estudo independente também conclui que a Alunorte, do ponto de vista da gestão de águas, pode produzir com segurança a 100% de sua capacidade.

dezembro 13, 2018

No estudo, os pesquisadores simularam cenários de armazenamento de água, bombeamento e tratamento, considerando diferentes níveis de produção de alumina e precipitação utilizando plataformas de modelagem e simulação reconhecidas internacionalmente. A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) é amplamente reconhecida como especialista no campo da engenharia química no Brasil. A equipe de pesquisa, composta por 14 pessoas, foi coordenada pelo Dr. Romildo Pereira Brito e pelo Dr. Gilmar Trindade de Araújo, ambos professores da UFCG. O estudo foi publicado em 26 de novembro.

Principais conclusões do estudo:

  • Simulações de computador mostram que as áreas de depósito de resíduos da Alunorte, DRS1 e DRS2, não transbordaram em fevereiro de 2018
  • A liberação do excesso de água da chuva para o rio Pará por meio do “Canal Velho” foi a decisão mais apropriada diante das circunstâncias de chuvas extremas de fevereiro de 2018
  • A Alunorte pode, do ponto de vista da gestão de águas, produzir com segurança dentro de sua capacidade nominal de 6,3 milhões de toneladas de alumina por ano.
  • Com os projetos de melhoria que estão sendo implementados na Alunorte, a refinaria de alumina está preparada para possíveis mudanças climáticas futuras que poderiam levar a chuvas extremas mais frequentes.

“É encorajador que agora temos um estudo independente que afirma que a Alunorte pode produzir com segurança a plena capacidade e que nossos projetos de melhoria contínua nos tornarão bem preparados para chuvas ainda mais pesadas do que as que vivenciamos em fevereiro. Juntamente com os relatórios e confirmações das autoridades brasileiras de que não tivemos nenhum transbordamento dos depósitos de resíduos, este estudo é uma confirmação importante de que a Alunorte é capaz de produzir com segurança”, afirma John Thuestad, Vice-Presidente Executivo da área de negócios de Bauxita e Alumina da Hydro no Brasil.

Fortalecimento da capacidade de tratamento de água da Alunorte

A Hydro tem projetos em andamento para fortalecer a capacidade de gestão de água da Alunorte, o que levará a refinaria de alumina a um novo padrão ambiental. A capacidade de armazenamento de água deverá ser aumentada em 350% (conclusão prevista para o final de 2018) e a capacidade da infraestrutura de tratamento de água será aumentada em 50% (conclusão prevista para o segundo trimestre de 2019).

O relatório independente atesta que as melhorias realizadas nas três frentes mencionadas (armazenamento, bombeamento e tratamento), estão corretamente projetadas e garantem a segurança das operações da Alunorte. As melhorias foram testadas para chuvas extremas que podem ocorrer apenas uma vez em 5.000 ou 10.000 anos. O estudo conclui que a Alunorte operaria com segurança diante dessas chuvas. Com a melhoria da capacidade de armazenamento e bombeamento, finalizada em dezembro de 2018, o estudo confirma que não haveria necessidade de usar o Canal Velho para liberar o excesso de água da chuva, o que foi feito como uma medida emergencial durante as fortes chuvas em fevereiro deste ano.


Actualizado: dezembro 13, 2018