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“A água é cada vez mais importante, até mesmo para quem tem o suficiente”

A Hydro tem de dar mais enfoque à questão da água, como usá-la, como reduzir seu consumo e como tratá-la.

A água é um recurso limitado na maior parte do mundo. Temos uma tendência a pensar que a situação é mais ou menos ao contrário em áreas geográficas como a Noruega e o Amazonas. A verdade é que a situação não é bem assim. Até mesmo para uma empresa que baseia sua existência na água já há quase 110 anos, é preciso ter um foco sistemático sobre o consumo de água e sua qualidade.

“A água é um recurso importante também em áreas em que é abundante. Esta questão é de nosso próprio interesse, mas não podemos esquecer que as demandas do mundo ao nosso redor são cada vez maiores”, diz Guiliana Larice da equipe corporativa de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da Hydro.

“De certa forma, a aquisição das operações de bauxita e alumina no Brasil transformaram os negócios. Com a integração das operações no Brasil, a Hydro necessita agora de uma visão muito mais holística de sua estratégia ambiental”, explica Bernt Malme, dirigente do departamento corporativo de meio ambiente.

Além da questão da água, a agenda inclui tópicos como biodiversidade, reflorestamento e como minimizar os resíduos, tendo a Hydro estabelecido metas em todas estas áreas.

Larice, que tem experiência do Quênia, Itália, Suíça e Reino Unido, diz que o maior foco à eficiência de recursos dado pela União Europeia apresenta novos desafios para as indústrias relacionadas com consumo extensivo de água e resíduos.

“Estamos operando no âmbito de um marco regulatório, o qual exige mais de todas as empresas”, acrescenta ela. “Com respeito à água, vemos que o foco é cada vez maior na qualidade e na quantidade - especialmente o reuso deste recurso.”

A Hydro utiliza muita água em toda a sua cadeia produtiva, já que todas as suas operações estão baseadas em energia hidroelétrica desde o começo da empresa, há quase 110 anos. Hoje, a aspiração da Hydro de ter uma produção de alumínio “mais verde” faz da uso da energia renovável uma necessidade.

No Pará, utilizamos água em vários processos de limpeza e para o transporte da bauxita ao longo dos 244 quilômetros de duto que há entre a Hydro Paragominas e a refinaria de alumina Hydro Alunorte em Barcarena. Embora esta água trazida seja reutilizada na Alunorte, necessitamos, mesmo assim, estar cientes da quantidade utilizada, uma vez que os recursos de água na área de mineração não são ilimitados – ainda que estejamos no meio de uma região de floresta tropical.

Em outras partes da cadeia produtiva, especialmente na Metal Primário e na Produtos Laminados, utilizamos água para resfriar o metal e os equipamentos em todos os processos de produção, além de também utilizá-la para lixamento úmido, reduzindo, assim, grande parte de poluentes que a Hydro teria de lançar no ar.

“Não é suficiente que nós, na Hydro, estejamos confiantes de que nossas operações não estejam localizadas em áreas onde os recursos hídricos são escassos, pois temos de nos assegurar que a água não seja desperdiçada em nenhuma parte do mundo e que não causemos um impacto significativo em sua qualidade – uma vez que a água é o nosso futuro. Nada disso é fácil, porque a água faz parte de tudo”, explica Larice.