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Mineração Paragominas apresenta metodologias de recuperação da floresta em simpósio nacional

Já foram reflorestados mais de 2.300 hectares de áreas de extração de bauxita da empresa, localizada em Paragominas, no Pará.

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O analista ambiental da Mineração Paragominas, Victor Barbosa, apresentou as metodologias da mina aos participantes (Foto: Ana Everdosa)

A 12ª edição do Simpósio Nacional Sobre Recuperação de Áreas Degradadas (SINRAD) foi realizada esta semana, no campus da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), em Belém. O simpósio, considerado o maior evento do país sobre o tema, reuniu participantes do Brasil e do exterior, incluindo profissionais de empresas que atuam na região amazônica, como a Mineração Paragominas, nossa mina de bauxita no Pará.

O objetivo do SINRAD foi identificar e avaliar a recuperação de áreas degradadas, soluções práticas, cases de sucesso, formas de monitoramento, assim como promover discussões para avançar no desenvolvimento de modelos úteis a essas atividades. Para contribuir com os debates, o analista ambiental da Mineração Paragominas, Victor Barbosa, apresentou a palestra “Experiência da Hydro em busca do ‘Estado da Arte’ em recuperação de áreas verdes”, no dia 27 de novembro.

“A Mineração Paragominas estabeleceu metas e compromissos ambientais de suas operações na Amazônia, como a recuperação florestal de 1 hectare para cada hectare minerado. Além disso, criou o Consórcio de Pesquisa em Biodiversidade Brasil-Noruega (BRC) que busca compreender as dinâmicas ecológicas em diversas áreas do conhecimento, relacionadas às etapas da mineração – antes, durante e após a lavra da bauxita”, afirmou.

A Mineração Paragominas tem sido um laboratório para análises científicas por pesquisadores do consórcio formado pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Rural da Amazônia (UFRA), Museu Paraense Emilio Goeldi, Universidade de Oslo (UiO) e por profissionais da Hydro. Mais de 2.300 hectares já foram reabilitados até o momento após a extração da bauxita. “O nosso objetivo é buscar o ‘Estado da Arte’, garantindo uma mineração sustentável e devolvendo as áreas à sociedade o mais semelhante possível, ou até mesmo melhor, do que eram no início das atividades de lavra”, acrescenta Victor Barbosa.

Diversas áreas das ciências naturais são pesquisadas no BRC: aves, peixes, algas, mamíferos, decomposição de madeiras, fungos do solo, polinização, insetos, estudos genéticos, entre outras. Nos estudos com fungos e liquens, por exemplo, foram encontradas três novas espécies de fungos, uma nova espécie de líquen, oito novas ocorrências de espécies para o Brasil e três novas ocorrências para a Amazônia. Já em estudos com grandes mamíferos, foram identificadas 27 espécies de grande porte. Destas, dez espécies se encontram com algum grau de ameaça, de acordo com a lista da IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza).

O analista ambiental reforça que a empresa atua para atender mais do que é previsto nas legislações ambientais, e nesse sentido prospecta parcerias, tecnologias e estratégias inovadoras para uma mineração sustentável. “O estabelecimento de metas arrojadas, aliado ao envolvimento com a comunidade acadêmica para compreender os impactos da mineração e estabelecer os indicadores de recuperação, são exemplos de ações diferenciais da Mineração Paragominas”, acredita. No BRC, até 2018, foram envolvidas 155 pessoas, entre pesquisadores, orientadores, técnicos e estudantes, nos 26 projetos de pesquisa aprovados, sendo que em seis deles as etapas de campo estão finalizadas.

O Simpósio foi uma realização da Sociedade Brasileira de Recuperação de Áreas Degradadas (Sobrade), uma iniciativa que visa aproximar os atores sociais que influenciam no uso, ocupação e modificação do solo, como mineração, agropecuária, logística, entre outras atividades, com a finalidade de discutir como promover o desenvolvimento econômico e social, respeitando o meio ambiente.