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Depósitos de Resíduos Sólidos

A refinaria de alumina Alunorte utiliza a mais moderna metodologia do mundo para a disposição de resíduos com a utilização de 8 filtros prensa. Os filtros geram um resíduo seco com 78% de teor de sólidos. Esse material é empilhado a seco e passa por um processo de compactação.

Visão aérea do DRS1
Visão aérea do DRS1

A Alunorte foi a primeira a usar essa tecnologia para filtração de resíduos no Brasil em larga escala. Além disso, a refinaria de alumina investe fortemente na gestão de efluentes e monitora os DRSs, utilizando instrumentos geotécnicos para avaliar a segurança e a estabilidade operacional.

Empilhamento a seco: a melhor tecnologia do mundo

Os filtros prensa usados na Alunorte reduzem significativamente a umidade do resíduo de bauxita. Isso possibilita o empilhamento a seco e depois a compactação no depósito. O processo reduz ainda a concentração de soda cáustica no resíduo.

A combinação dessas duas tecnologias (filtros de prensa e compactação) resulta em uma redução de quatro vezes no espaço necessário para armazenar os resíduos, quando comparado à tecnologia anterior de filtro de tambor.

Para garantir a disposição de resíduos com a mais moderna tecnologia existente, a Alunorte investiu mais de R$ 1 bilhão.

DRS1 se prepara para a reabilitação

O DRS1 já está sendo preparado para o fechamento e reabilitação. O primeiro estágio de reabilitação é cobrir toda a superfície do depósito com uma camada prensada de resíduos para dar conformação ao local. Após esta etapa, o processo de cobertura vegetal do depósito será iniciado, alterando a paisagem para uma grande área verde.

O DRS2, que não está operando no momento, possui a tecnologia "estado da arte" para descarte de resíduos: o "empilhamento a seco". A adoção desse método traz inúmeras vantagens do ponto de vista ambiental e de processo:

  • Maior recuperação de soda cáustica, reduzindo os riscos ambientais, o custo operacional e o risco de acidente por contato;
  • Depósitos de resíduos mais seguros, já que o resíduo está seco;
  • As características do resíduo o tornam atraente para outras aplicações industriais;
  • Redução das emissões poluentes de CO e CO2, devido a uma redução no uso de caminhões.

Gerenciamento de Água

As bacias e os depósitos são cobertos com geomembrana que impede a contaminação do solo e das águas subterrâneas. Todos esses sistemas foram avaliados por professores da Universidade Federal de Campina Grande, amplamente reconhecidos como especialistas na área de engenharia química, o que confirmou que a Alunorte pode produzir com segurança a 100% de sua capacidade do ponto de vista da gestão da água.

Neste estudo, os pesquisadores simularam cenários de armazenamento, bombeamento e tratamento de água, considerando diferentes níveis de produção e precipitação de alumina usando plataformas de modelagem e simulação reconhecidas internacionalmente. A equipe de pesquisa, composta por 14 pessoas, foi coordenada pelo Dr. Romildo Pereira Brito e pelo Dr. Gilmar Trindade de Araújo, ambos professores da UFCG.

Monitoramento e pesquisas

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Diferentes tipos de inspeções são realizados nos depósitos de resíduos sólidos da Alunorte. Avaliações de rotina são feitas pela equipe interna da Hydro. Nestas inspeções, são verificadas as condições das estruturas dos vertedouros, a presença de deformações nos diques, a integridade da geomembrana e o nível, e o nível das bacias de armazenamento de água.

Há também avaliações de segurança, que são realizadas com média anual e têm um escopo maior. Nessas inspeções, uma equipe de especialistas externos é contratada para fazer uma análise da documentação existente do depósito e realizar cálculos de segurança computacional, além de verificar as condições no local dos depósitos.

Além disso, a empresa projetista do depósito realiza inspeções para comparar a operação da estrutura com a prevista no projeto. As últimas inspeções de segurança, com um escopo mais amplo, foram realizadas em novembro de 2018 para o DRS1 e abril de 2018 para o DRS2, registrando a estabilidade e a integridade dos depósitos. Um novo estudo está sendo desenvolvido para ambos os depósitos e deve ser concluído até fevereiro de 2019.

Monitoramento do DRS1

Atualmente, o DRS 1 recebe apenas resíduos dos filtros prensa e conta com sistema de drenagem superficial para reforçar a segurança, como vertedouros, canais de contorno e bacias de clarificação de água. O monitoramento desse depósito é feito por meio de inspeções diárias e semanais, com a verificação da crista e das encostas dos diques, geomembrana e instrumentação, que incluem indicadores de nível de água e benchmarks. Levantamentos a laser também são realizados, assim como análises computacionais para o cálculo da estabilidade do depósito.

Monitoramento do DRS2

O monitoramento do DRS2 inclui indicadores de nível de água, piezômetros de tubo vertical e de arame, inclinômetros e marcos superficiais. Outros controles incluem o analisador de umidade, controle geométrico e teste de hilf (para controle de compactação).

Saiba mais

Características dos depósitos:

DRS 1

• Capacidade de armazenamento: 51,70Mm³
• Volume armazenado: 47.90Mm³
• Tempo de existência: 24 anos
• Status: em operação

DSR 2
• Capacidade de Armazenamento: 27Mm³
• Volume Armazenado: 0.6Mm³
• Tempo de existência: 1 ano
• Status: não está em operação no momento/em fase de teste e comissionamento.