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Hydro e Universidade de Oslo celebram protocolo de intenções sobre pesquisa no âmbito florestal

A Hydro e a Universidade de Oslo pretendem lançar um programa de pesquisa voltado às atividades de mineração da Hydro no Brasil. A idéia é gerar conhecimentos que possam aumentar a capacidade da Hydro de preservar a biodiversidade nas áreas onde a empresa explora a bauxita.

Na última sexta-feira, a responsável pela área de responsabilidade social da Hydro no Brasil, Anne-Lene Midseim, assinou um protocolo de intenções com o Museu de História Natural da Universidade de Oslo. O acordou permitirá que os signatários estabeleçam áreas de cooperação com universidades brasileiras, permitindo a estudantes de mestrado e doutorado do Brasil e da Noruega participar em um novo programa de pesquisa.

"O objetivo definido por nós a longo prazo é a preservação da biodiversidade nas áreas de mineração no Brasil, sem a perda da fauna e da flora locais. Os conhecimentos obtidos através de pesquisa constituirão a chave que nos permitirá alcançar esse objetivo", observa Midseim.

Os parceiros utilizarão os meses restantes de 2012, para desenvolver o programa, para definir as relações de cooperação com instituições acadêmicas reconhecidas no Brasil e buscar financiamento para projetos relevantes.

REFLORESTAMENTO: A Hydro já possui um amplo projeto de reflorestamento para a Paragominas. Aqui, vê-se o trabalho de pesquisa de espécies que deverão ser replantadas, uma vez concluída a exploração da bauxita.

Exploração da bauxita no Brasil

Em 2011 a Hydro assumiu a exploração da maior mina de bauxita do mundo, a Paragominas, na região norte do Brasil. A bauxita, matéria prima essencial à produção de alumínio, é extraída através do processo de mineração a céu aberto. Antes que a atividade possa ser iniciada, é necessário, portanto, eliminar a floresta, a fauna e a flora da área em questão.

Antes que a exploração da bauxita seja iniciada nas novas áreas da Paragominas, os biólogos da Hydro pesquisam cuidadosamente a flora e a fauna locais. Uma vez concluída a exploração da bauxita, a mina é fechada, o solo é reposto e sementes da flora original são semeadas.

Amplo projeto de reflorestamento

A área de extração do minério é uma faixa à volta da Amazônia central, que tem sido objeto de uma séria devastação florestal e de abusos praticados pelo desenvolvimento das atividades de agropecuária, agricultura e silvicultura.

"As pesquisas realizadas pela Hydro revelam que ainda há uma biodiversidade relevante na infraestrutura ecológica da região, mas as áreas são marginalizadas e estão sob pressão e as atividades de mineração representam um desgaste adicional", comenta André Fey, responsável pela área de Saúde, Segurança e Meio Ambiente e Responsabilidade Social na Hydro.

"Por essa razão, o reforço dos programas atuais constitui uma medida acertada para assegurar o futuro da biodiversidade na região."

Essa postura tem o apoio de Bernt Malme, responsável pela área de meio ambiente na Hydro, que assinala que a Hydro e a Vale, anterior proprietária majoritária da Paragominas, já tinham estabelecido um amplo programa de reflorestamento na mina.

"No momento, estamos avaliando uma nova área na Paragominas que deverá ser explorada dentro de alguns anos. Até agora, já conseguimos recolher sementes de aproximadamente 200 espécies da área. As sementes serão utilizadas quando reflorestarmos a área, após a exploração", diz Malme.

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